Crítica e Instabilidade

Para lembrar da condição instável, do equilíbrio precário da crítica:

“Aguardamos sempre um novo filme, que irá se juntar aos anteriores, e que muda também, portanto, a definição do cinema — o cinema é a soma de todos os grandes filmes realizados, mais um (aquele que virá)  — para jamais mantermos uma definição fechada do cinema.”

(S. Daney, Devant la recrudescence des vols de sacs à main, p. 255)

***

“Não há dúvida de que a amargura dos críticos é justificada: eles gostam de rever o que já conhecem, admitem apenas a beleza já reconhecida, acreditam então que se trata de uma beleza clássica, e passam a maior parte de seu tempo a lamentar o que deixará de existir. (…) A arte não vive obrigatoriamente do novo, mas da descoberta.”

(J. Rivette, A era dos metteurs-en-scène)

 

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